Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

London Trip

O projecto “London trip” fora proposto pelo Zéi logo no inicio do ano de 2006, era uma viagem diferente, a primeira além fronteiras em grupo.
Grande parte do nosso grupo de amigos acedeu de imediato ao convite embora fosse certo que na altura de marcar e confirmar a viagem, metade das pessoas ficariam pelo caminho, ou por não terem conseguido juntar dinheiro ou por terem compromissos ou ainda simplesmente “porque não”.
Os meses iam passando e finalmente no inicio de Julho, altura em que se realiza o torneio de futsal em Coruche, o Zé chega ao pavilhão com a proposta final: era em Setembro e o destino seria então Londres. 7 resistentes aceitaram. –Let’s go!! Zé, Rafaela, Monteiro, Tonho, Diana, Fight e Bill, era este o gang.
Agora, a prioridade passava por marcar a data da viagem, em regime low cost. O Zé disponibilizou-se mais uma vez para tratar disso e em pouco tempo conseguiu uma viagem para dia 6 de Setembro, a um preço excelente. Seguiu-se a marcação de um hostel, obviamente o mais barato, o Millenium Hostel 639. Se era bom ou não, isso via-se depois, não era o mais importante.
Conscientes do elevado nível de vida em Londres, a contenção de gastos era uma prioridade. Sendo assim comparámos os preços dos bilhetes de transportes públicos com a opção de alugarmos um carro. Foi desta comparação que surgiu um negocio irrecusável, o aluguer de uma carrinha Renault Scenic de 7 lugares a um preço inacreditável, tão inacreditável que tivemos de fazer um telefonema para a empresa a confirmar o preço. Até o funcionário da empresa ficou surpreendido, mas se aquele preço era o que estava, seria por aquele preço que iríamos alugar. This one’s ours!
Seria então altura de aguardar ansiosamente até Setembro.
6 de Setembro de 2006, meio dia, estes meninos estão a caminho de Santarém afim de apanhar o comboio que os levará ao Porto. Era no aeroporto da invicta que a “Ryannair” nos esperava. Todavia, a viagem não começou da melhor maneira, já que houve um atraso do comboio superior a uma hora. De todo o mal o menos, sempre dá para beber uma fresquinha, a boa disposição permanece intransigente, yeah!
Chegámos ao Porto ao final da tarde, era tempo de caminhar para o aeroporto. O voo FR 8348 estava marcado para as 21.15 e remetia-nos para Stansted. Uma hora e poucos minutos depois aterrávamos então em terras de Sua Magestade e o cansaço dava agora lugar à euforia.
À saída esperava-nos o Renault Scenic, que nos levou até ao hostel ao som de José Cid. Todos cantavam e batiam palmas.. Esta viagem teve cerca de uma hora de duração, uma viagem um tanto ou quanto estranha, devido à ainda inadaptação desta condução à esquerda.. Que mania que estes ingleses têm de ser diferentes.
O hostel situava-se na Harrow Road, uma localização muito razoável, com a estação de metro ao lado, bons acessos às principais zonas de Londres e também ao supermercado.
Nessa noite não se dormiu, já que o nosso quarto só estaria reservado para o dia seguinte, ainda assim ficámos na sala de convívio do hostel, na companhia de umas agradáveis Carlsberg. O cansaço era evidente, mas o dia do check-in estava quase a nascer.
Depois de fazer o check-in, fomos dormir. DORMIR??? NÃÃÃO!!! Apesar da directa, a nossa vontade era ir imediatamente conhecer Londres, há tempo para dormir depois. O pequeno almoço já foi mesmo no centro, e as libras começaram a voar! A tarde ficou reservada para começar a conhecer os monumentos.
Pois bem, depois de estacionado o carro junto à Victoria Station, a descoberta de Londres começou.
Caminhando pelas ruas, surpreendemo-nos com a harmoniosa mistura de uma cidade antiga e moderna, tranquila e com uma diversidade cultural espantosa. Chegamos a St. James Park, passámos pelo largo do Parlamento e avista-se o Westminster Abbey e as Casas do Parlamento assim como o famoso Big Ben. Magnífico. Do outro lado do rio Thames, o Aquário e o London Eye, a maior roda observatória do Mundo. Dali obtém-se uma vista fenomenal de Londres. Tiramos umas fotos e desfrutamos dos monumentos.
-Ok, isto é tudo muito bonito mas…. E os Pub’s?? As Pints?? Os baldes de cerveja??
Um sorriso contagiou-nos a todos.. – Let’s go!! Seven Pints Please! Sete bombas!
Foi quando demos conta de outro aspecto da realidade inglesa, assim que saem do trabalho, dirigem-se ao pub mais próximo para saborear a bela da bejeca, aquele momento é sagrado, místico. Como os respeitamos, seguimos o exemplo. O antigo impera na decoração destes estabelecimentos, a madeira, o cheiro, as canecas de cerveja, a boa disposição, a cerveja, o convívio, a beer, os jogos de futebol e o ambiente fantástico que criam, a cerveja, a festa…  mas tudo o que é bom também acaba, e os ingleses acabam cedo. 8, 9 horas da noite, a festa termina, os ingleses bebem o seu último drink e rumam a casa. Cedo? Pode ser, mas amanhã é outro dia e por estes lados deitar cedo e cedo erguer é um hábito.
Nós dirigimo-nos então ao hostel, com uma breve paragem no supermercado para abastecimento de cerveja. O jantar? Esse será atum directamente de Portugal (para todos os gostos: atum simples, atum com grão, com bacalhau, com maionese…). Há também sardinhas enlatadas e não falta o feijão. Com isto tudo faremos o belo do petisco à portuguesa, já diziam os mestres Fight e Bill. Cerveja quente? Também se resolve, improvisa-se um lavatório com gelo e elas “até vêem n’assuar “. Este ritual acabou por ser respeitado todas as noites, obviamente terminando quase todas da mesma maneira.. Ups.. I’m drunk!! Yeah!
No dia seguinte acordámos por volta das 11h, seguiu-se o merecido banho (o chuveiro era um cubículo , minúsculo, a um canto do nosso quarto). Nessa altura, demos conta de que havia uma pessoa a mais no quarto, um companheiro da África do Sul. Foi também quando vimos a luz do dia que constatámos a fabulosa vista do nosso quarto.. Um… Cemitério.. Ah pois é! O que nos rimos.. Para que conste também, deixo a “constituição das equipas” no quarto: logo à entrada fico eu e o Bill no primeiro beliche, depois fica a Diana e o Fight cujo beliche situa-se perto do lavatório/frigorífico e do cubículo/duche. Segue-se o beliche do Tonho e do Sul Africano e finalmente o da Rafaela e do Zé, com a tal vista espantosa sobre o cemitério.  
À tarde retomámos a rota dos descobrimentos dos monumentos londrinos e assim foi durante os dias seguintes da nossa estadia.
Já adaptados ao ritmo de vida dos ingleses, acordávamos mais cedo e entre visitas a monumentos e museus, intercaladas com visitas a Pub’s para refrescar as ideias e o espírito, os dias iam passando.
O itinerário fora cumprido quase na totalidade, com visitas ao Museu da Guerra, Museu da História e Ciência, Southwark Cathedral, City Hall, Hay´s Galleria, a vistosa Tower Bridge, Tower of London, Swiss Tower, St Paul’s Cathedral, Museu de Londres, British Museum, Covent Garden, Trafalgar Square, Piccadilly Circus, BT Tower, Museu Madame Tussaud’s. Tempo ainda para passar no Hyde Park e Kensington Gardens, passando pelo Buckingham Palace. Visitámos também a zona do Soho e a China Town, um pequeno império Chinês em ruas londrinas.
Foram muitos quilómetros a pé, pois andar de carro no centro de Londres exigia o pagamento de uma taxa elevada. Devido a isso, foi reservado um dia para deixar o Renault em casa. Comprámos um bilhete diário de metro e visitámos Nothing Hill durante o dia. É realmente um dos bairros mais bonitos de Londres, não podíamos também deixar de parar nos seus lindos Pub’s. Era dia de jogo na liga inglesa e depois de nos cruzarmos com centenas de adeptos do Chelsea no metro, estávamos agora no Pub perante adeptos do Manchester United e depressa nos juntámos a eles. Cerveja, futebol, cânticos, fantástico ambiente. A noite, essa ficou destinada à discoteca Fabric, mas antes fizemos um petisco à portuguesa muito bem regado. A Fabric, como o nome indica era uma fábrica, de carnes, que dava agora lugar a uma enorme discoteca com várias pistas de dança, musicas para todos os gostos. Dançámos all night long, as inglesas ao rubro, o som excelente (destaque para amalgamation of sounds, perfeito), não dava para parar. Sem dúvida uma grande noite. Fiquei com pena foi de um inglês.. coitado, grande tareia que levou do fight e bill. Abraçaram-se ao homem, um de cada lado, a falar de futebol, e não mais o largaram a noite toda. Cada vez que eu passava perto deles para atestar o copo, o tema permanecia o mesmo: “Sporting is the best!” “Figo and Ronaldo are the best” “Sporting has the best school in the world”.. Coitado, só dizia “yeah”.
Por falar em Fight e Bill não posso deixar de realçar o que estes meninos contribuíram para o bom ambiente e animação durante toda a viagem e pertenceram-lhes algumas das cenas mais caricatas e engraçadas, como por exemplo a noite em que o Fight adormeceu primeiro e o Tonho colocou pasta de dentes na almofada deste. A meio da noite o Fight acorda exaltadíssimo com pasta de dentes no corpo todo inclusive nos pés.. Como lá foi parar?? Milagre?? Destaque também o convívio com uns alemães que quiseram vir para a party que tínhamos no nosso quarto, um deles até partiu a parede quando se ia a sentar. - “Fds o gordo partiu a parede”, comentámos na língua de Camões. Eh eh.
Muitas mais situações hilariantes se passaram, mas essas, permanecerão no álbum de fotografias da memória. Jamais esquecerei esta viagem, nem aos que me acompanharam nesta aventura.
De Londres fica a simpatia, tranquilidade além da mania que estes ingleses têm de fazer tudo diferente, é a condução à esquerda, é a moeda que tem de ser libra e não pode ser euro.. Depois bebem cerveja (fraquinha diga-se) como se não houvesse amanhã, impera o fast food, as fish ‘n chips, as refeições deixam um pouco a desejar. Os carros mais fracos que conduzem são BM’s. Além disso, é uma cidade onde encontramos gente de todas as raças, cores, crenças, religiões..
Infelizmente, é agora altura de entregar o “nosso” carro, e voar até Portugal.. Os rostos fecham-se agora, ninguém fala, o cansaço aumenta, está a terminar.
Fica a aventura por terras de Sua Magestade e ficam também as memórias.. inesquecível. Os 7 magníficos regressam à pátria. Monteiro, António, Zé Tadeia, Rafaela, Diana, Luís Rafael aka Fight e Ricardo aka Bill. Fica a promessa de uma viagem no ano seguinte. Deixo também o meu apreço por todos eles, que ajudaram a proporcionar esta viagem fantástica. Thank you..

See you..                             
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publicado por spacecowboy às 16:08
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